Incêndio coloca à prova logística do Ponto Frio

Publicado em
17 de Maio de 2010
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O incêndio que atingiu o centro de distribuição (CD) do Ponto Frio em Guarulhos na quarta-feira passada queimou quase R$ 50 milhões em mercadoria. O estoque perdido corresponde a quase 15 dias de vendas.

Tanto o estoque quanto o imóvel, alugado, estavam cobertos por seguro: não houve perda financeira. A causa do incêndio ainda não foi identificada.

O fogo consumiu móveis, colchões e eletrodomésticos da linha branca. "Menos de 5% era televisão. Se faltar TV na Copa, não será por conta do incêndio", brinca o vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, Hugo Bethlem.

Para garantir a continuidade das entregas e não afetar vendas futuras, o grupo, que adquiriu o Ponto Frio em 2009, acionou seu comitê de gerenciamento de crise.

Cinquenta executivos se envolveram na tarefa de montar uma distribuição alternativa, dar assistência e realocar os 130 funcionários em outros centros.

Coube ainda ao comitê monitorar a web. Foram 1.800 posts no Twitter em dois dias. Quando surgia algum consumidor preocupado com a sua entrega, a empresa enviava uma resposta personalizada. "Mas a maioria dos posts era de piadas e trocadilhos. Faz parte da natureza irreverente do mundo digital", conta.

Na manhã da sexta-feira, a atividade do CD de Guarulhos já estava totalmente absorvida por outros três centros do grupo. Segundo o executivo, houve atraso em apenas 60 entregas -menos de 1% do total de pedidos em aberto até às 16 horas de quarta-feira, pouco antes de o incêndio começar. 

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