Nesta segunda-feira (22), o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, autorizou o início das obras de construção da Variante Ferroviária de Camaçari, na Bahia. O novo trecho da ferrovia vai ligar, por meio de um anel ferroviário, o polo petroquímico de Camaçari ao Porto de Aratu e deve ficar pronto em 18 meses. A obra está avaliada em R$ 99,6 milhões.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), o percurso vai ficar 15 km mais curto e, como consequência, o tempo de viagem cairá de 65 minutos para 19 minutos. Isso porque, segundo o órgão, o novo trecho tem rampas menos íngremes, curvas mais largas e menos interrupções, o que dobrará a velocidade dos trens. Ainda segundo o Dnit, cerca de dois mil novos empregos devem ser gerados com a obra.
Impacto
O Porto de Aratu é um dos principais portos do Estado da Bahia. Em 2009, mais de 5,2 milhões de toneladas em mercadorias foram movimentadas na instalação. Entre os principais produtos trafegados estão nafta petroquímica, concentrado de cobre, fertilizantes, propeno, butadieno e magnesita. Até junho deste ano, 323 navios transportaram 2,9 milhões de toneladas pelos terminais.
Para o vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário (Fenavega), Meton Soares, a continuidade nos investimentos no sistema de transporte é essencial. "O importante é que se continue investindo ao país uma dimensão de transporte que visa, predominantemente, o menor índice de poluição, menor índice de custos e funcionalidade operacional na distribuição das riquezas do Brasil", avaliou.
Meton alerta, no entanto, que é preciso pensar o setor de transporte do ponto de vista da integração. "Enquanto o Brasil não tiver uma política de transporte integrado, sempre estaremos olhando para um fato relevante em algum seguimento, sem examinar a extensão e importância na integração do sistema", ponderou.