Caminhoneiros encerram protesto contra restrição em SP e marcam reunião com CET

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Caminhoneiros começaram a retirar por volta das 12h desta quinta-feira seus veículos da avenida Escola Politécnica, em São Paulo, após cerca de cinco horas de protesto, em que uma das faixas da via ficou interditada. A manifestação ocorreu contra a restrição da circulação de veículos de grande porte em algumas vias da cidade. A decisão de encerrar o protesto aconteceu após reunião com representante da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Neste encontro, a categoria de caminhões basculantes, que trabalha principalmente com terraplanagem e construção civil, pediu que a Secretaria dos Transportes e a CET faça valer, nas vias onde os caminhões passaram a ser proibidos das 5h às 21h, o mesmo cadastro usado na ZMRC (Zona Máxima de Restrições a Caminhões), que libera estes caminhões para circular no centro de São Paulo entre as 10h e as 16h.

Representantes dos órgão afirmaram que vão estudar a proposta e agendaram uma nova reunião com os caminhoneiros para o próximo dia 24.

Desde o dia 2 de setembro, são multados os caminhões que circulam das 5h às 21h pela marginal Pinheiros, avenida dos Bandeirantes, avenida Afonso D’Escragnole Taunay e avenida Roberto Marinho. Um dos objetivos é é forçar a adesão deles ao trecho sul do Rodoanel, inaugurado em abril, evitando a passagem pela área urbana.

No entanto, caminhoneiros que trabalham em obras dentro de São Paulo afirmam que o Rodoanel não é uma alternativa para eles, e que proibir o tráfego na marginal Pinheiros apenas leva o trânsito para dentro bairros e para o centro da cidade.

A categoria afirma que a restrição aumentou o tempo das viagens, o que provocou queda de cerca de 50% do número de viagens feitas diariamente em direção ao centro da cidade. Antes eram, em média, seis viagens por dia. Hoje são três, dizem eles.

A categoria afirmou ainda que tem utilizado como alternativa à restrição na marginal Pinheiros a avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini e a Faria Lima.

"Antes eu levava de 20 a 30 minutos entre Jandira e a obra em que trabalho. Agora levo duas horas indo por dentro da cidade, passando pela Berrini, Faria Lima, Pedroso de Moraes e pela avenida Gastão Vidigal", afirmou o caminhoneiro autônomo Valdinei Inácio Fernando, que participou do protesto.

Já o caminhoneiro Sérgio Serrano afirmou que "com essa restrição, a prefeitura está vendendo uma imagem que não é verdade. O caminhão não é o culpado pelo trânsito da cidade. A maioria dos carros de passeio passam com apenas uma pessoa dentro".

Reportagem da Folha mostrou que a prefeitura estuda restringir o tráfego de caminhões em outras vias: as avenidas Salim Farah Maluf, Luiz Inácio de Anhaia Melo e do Estado. Alguns tipos de caminhão também serão barrados até na marginal Tietê.

As medidas serão implantadas após a conclusão do prolongamento da av. Jacu Pêssego, prevista para as próximas semanas e que fará a ligação do trecho sul do Rodoanel, em Mauá, às rodovias Dutra e Ayrton Senna.

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